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Síndrome de Guillain-Barré e a relação com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Por Carolina Medeiros

Nos últimos meses, um dos assuntos mais falados na mídia é o Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti que tem sido associado a casos de microcefalia (uma mal formação no cérebro de bebês) e de provocar, em alguns casos, a síndrome de Guillain-Barré em pacientes infectados.

Saiba-mais-sobre-Zika-Vírus

Mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, febre chigungunya e zika  (Imagem: Divulgação)

O Zika foi detectado no Brasil em início de 2015 e foi negligenciado pelas autoridades de saúde pública por causar efeitos descritos como sendo mais brandos que a dengue. A partir de outubro passado, no entanto, o diagnóstico crescente em recém-nascidos com perímetro craniano inferior a 32cm acendeu a luz vermelha para a gravidade do poder de ação do zika. Por ser o Brasil um país de epidemia de dengue, também transmitida pelo Aedes que também pode carrega outro vírus transmissor da chikungunya, especialistas questionam as dificuldades de diagnósticos que podem ter, há meses, confundido médicos e autoridades sobre a gravidade do problema.

O artigo “Síndrome de Guillain-Barré pós-infecção por Dengue”, publicado em 2010 na Revista Neurociências discute um caso diagnosticado inicialmente como dengue, e que posteriormente apresentou outros sintomas que levaram ao diagnóstico de Guillain-Barré. Entre os principais sintomas da doença estão: dor nas costas e nos músculos, anormalidade ao caminhar, fraqueza dos braços e pernas, problemas de coordenação, fadiga ou sensação de desmaio.

Segundo dados do Ministério da Saúde, alguns casos da doença foram registrados, e pesquisadores estão estudando a possível relação da doença com o zika vírus. Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo da pessoa ataca os neurônios. Outro risco é a síndrome atingir o sistema nervoso autônomo e a musculatura do coração, nesse caso, se o paciente tiver alteração de pressão, arritmia e alguma predisposição cardíaca, o aparecimento da doença pode levar a óbito.

Outro fator em questão é que alguns dos sintomas das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, são as mesmas da síndrome, como por exemplo, dor nas articulações.

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Fortes dores musculares e perda de movimento, alguns dos sintomas da doença de Guillan-Barre (Imagem: Divulgação)

Outro estudo de grande relevância sobre a síndrome é “Tratamento Intensivo da Síndrome de Guillan-Barre: experiência do CTI do HUCFF_UFRJ”, publicado na Revista da Associação Médica do Rio Grande do Sul, no qual os pesquisadores responsáveis analisam os critérios de diagnósticos, o quadro clínico, sua gravidade e complicações evolutivas. O objetivo dessas análises é apontar as possíveis complicações relacionadas à doença, na tentativa de auxiliar diagnósticos futuros.

Vale ressaltar que não é possível afirmar que os pacientes que tiveram dengue ou zika vírus, terão a síndrome. Porém vale o alerta para os sintomas em caso de contaminação pelo Aedes aegypti, para os sintomas da Síndrome de Guillain-Barré. Entre eles perda de reflexo, fraqueza repentina, paralisia, alteração de sensibilidade, fortes dores musculares, movimentos descoordenados e dormência. Nesse caso, um médico deve ser consultado imediatamente.

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Publicado em 10 de março de 2016 por em Divulga Ciência, Novos Artigos.
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